Com a chegada da Apple Developer Academy e a consolidação de centros como o Samsung Ocean, estudantes da região Norte acessam formação de ponta em tecnologia, inovação e empreendedorismo digital — sem precisar sair de casa.

Por muito tempo, a tecnologia parecia um universo restrito a grandes capitais do Sudeste. Para jovens da Amazônia, sonhar com uma carreira na área significava, muitas vezes, deixar o território de origem. Mas esse cenário começa a mudar. Em Manaus, iniciativas como o Samsung Ocean, programas do IFAM e, agora, a recém-lançada Apple Developer Academy mostram que é possível formar talentos em tecnologia diretamente da floresta para o mundo.

Nos últimos anos, Manaus tem consolidado um ecossistema de formação tecnológica que já colhe frutos. O Samsung Ocean, por exemplo, oferece capacitações gratuitas em áreas como desenvolvimento de apps, inteligência artificial e games. O IFAM e outras instituições locais também oferecem cursos técnicos e superiores voltados ao setor.

Com a chegada da Apple Developer Academy, a cidade ganha mais um espaço de formação de excelência. O programa, promovido em parceria com o Instituto Eldorado, oferece nove meses de capacitação gratuita em desenvolvimento de aplicativos, design, inovação e empreendedorismo — tudo isso com metodologia internacional e foco na inclusão.

Tecnologia com identidade regional

Esses programas não formam apenas programadores, mas também criadores de soluções com impacto social. A formação local permite que os estudantes desenvolvam projetos conectados à realidade amazônica, como apps voltados à educação indígena, logística em áreas ribeirinhas, monitoramento ambiental, entre outros.

Essa tecnologia com sotaque amazônico tem o potencial de transformar comunidades inteiras — e a vida de quem participa.

Por que isso importa?

A descentralização das oportunidades de formação em tecnologia é um passo fundamental para reduzir desigualdades regionais e valorizar os talentos locais. Jovens da região Norte agora têm acesso a uma estrutura de ensino que antes só existia em grandes centros urbanos. E isso muda tudo: as expectativas, os planos de vida e o papel da Amazônia no cenário da inovação.

Para quem é a Developer Academy?

O programa é voltado a estudantes de qualquer área (não é necessário ter formação prévia em tecnologia) e busca diversificar o perfil dos participantes, com incentivo à participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e LGBTQIA+.

As inscrições já estão abertas. A formação é gratuita, com duração de nove meses em formato presencial em Manaus.

Fontes e links para saber mais

Caminhos para o Futuro Empreendedor em Manaus

O mundo dos negócios está em constante transformação. Hoje, mais do que oferecer um bom produto, é preciso entregar valor com agilidade, empatia e inovação. Os negócios modernos surgem como resposta a essas demandas — e têm se consolidado como caminho estratégico para empreendedores de todos os portes.

Neste artigo, a Fundação Muraki destaca o que são esses modelos, como funcionam, quem pode se beneficiar e quais os caminhos para aderir a esse novo cenário em Manaus.

O que são modelos de negócios modernos?

Modelos de negócios modernos são estruturas empresariais adaptadas ao contexto digital, colaborativo e sustentável em que vivemos. Eles utilizam tecnologia, foco no cliente e métodos ágeis para criar e entregar soluções inovadoras, muitas vezes com base em dados e em cocriação com a comunidade.

O que torna um modelo de negócio “moderno”?

Modelos modernos se destacam por:

Esses modelos são ideais para empresas que desejam ser mais escaláveis, eficientes e conectadas com o futuro.

Exemplos de modelos modernos de negócio

Quem se interessa por esse tipo de modelo?

Esses modelos atraem:

  • Empreendedores iniciantes e startups
  • Negócios locais buscando escalar ou digitalizar seus serviços
  • Investidores interessados em inovação sustentável
  • Organizações sociais e ambientais (negócios de impacto)
  • Profissionais liberais e freelancers com visão de futuro

Como aderir aos modelos de negócios modernos?

Adotar um modelo moderno não significa começar do zero — significa repensar a entrega de valor. Veja como iniciar:

  1. Mapeie seu modelo atual: use ferramentas como o Business Model Canvas.
  2. Ouça seus clientes: aplique metodologias como Design Thinking e Customer Development.
  3. Teste rápido (MVP): lance versões mínimas do seu produto ou serviço.
  4. Busque mentoria e apoio: use hubs como SebraeLab, Manaus Tech Hub e outros.
  5. Aposte em tecnologia: mesmo ferramentas simples como redes sociais, WhatsApp Business ou plataformas de pagamento podem fazer diferença.
  6. Participe de comunidades: envolva-se em redes que discutem inovação, impacto e economia digital.

Espaços de Inovação em Manaus

Em Manaus, diversos espaços estão ajudando empreendedores a inovar, colaborar e transformar ideias em negócios sustentáveis. Conheça alguns:

A Fundação Muraki e o futuro empreendedor

A Fundação Muraki apoia iniciativas que promovem desenvolvimento humano, educação empreendedora e sustentabilidade. Acreditamos que negócios modernos são ferramentas poderosas de transformação social, especialmente na região amazônica, onde inovação precisa dialogar com identidade, cultura e território.

Se você tem uma ideia, uma empresa ou apenas um desejo de mudar o mundo através do trabalho — esse é o momento de começar.

Caminhos, desafios e transformações na educação dos jovens amazonenses

O cenário do empreendedorismo entre os jovens do Amazonas está ganhando novos contornos. Em um estado marcado por contrastes sociais e desafios de infraestrutura, iniciativas voltadas ao empreendedorismo digital vêm oferecendo caminhos alternativos de futuro para milhares de jovens — especialmente os das periferias urbanas e comunidades ribeirinhas.

Com a recente aprovação de um projeto de lei na Assembleia Legislativa que visa fomentar o empreendedorismo digital entre jovens de 18 a 29 anos, o debate em torno do papel da juventude na transformação econômica da região se intensifica. A proposta prevê medidas como a criação de incubadoras digitais, acesso facilitado a crédito e cursos gratuitos em inovação, tecnologia e gestão. Trata-se de um passo importante — não por sua autoria política, mas por aquilo que representa: um reconhecimento institucional da potência criativa e transformadora da juventude amazônica.

Educação que forma, inspira e transforma

O olhar sobre o empreendedorismo também está mudando nas escolas e centros de formação técnica. A educação tradicional, baseada unicamente na preparação para o mercado de trabalho formal, começa a abrir espaço para uma pedagogia voltada à criação de soluções, ao uso consciente da tecnologia e ao estímulo à autonomia.

Instituições como o CETAM e a Fundação Matias Machline têm sido protagonistas nesse processo, oferecendo cursos técnicos e gratuitos com foco em áreas como informática, robótica, marketing digital e mecatrônica. Além disso, programas como o Desafio Liga Jovem, do Sebrae-AM, vêm incentivando estudantes a desenvolver ideias de impacto com viés social e tecnológico.

Ecossistema em construção

Embora distante dos grandes centros de inovação do país, o Amazonas começa a consolidar um ecossistema local de empreendedorismo digital. Iniciativas como o Samsung Ocean Manaus, o instituto Sidia e o programa Conect.AI têm promovido eventos, hackathons e mentorias com foco em jovens talentos da região. O objetivo é conectar educação, mercado e tecnologia de forma sustentável.

Casos como o de Netto Santos, jovem empreendedor de Manaus que criou a plataforma “Tchibum na Amazônia” para fomentar o turismo de base comunitária com uso de tecnologia, são exemplo vivo de como a juventude pode ser protagonista da mudança — aliando cultura local, inovação e impacto social.

Os desafios seguem presentes

Apesar dos avanços, os obstáculos são muitos. O acesso à internet de qualidade, a limitação de crédito, a falta de redes de apoio e a baixa cultura empreendedora ainda impedem que milhares de jovens consigam tirar suas ideias do papel. A concentração de recursos em regiões centrais de Manaus e a dificuldade de interiorização das políticas públicas também são gargalos importantes.

Além disso, o empreendedorismo, quando mal interpretado, pode ser vendido como uma “solução mágica” para problemas estruturais como o desemprego juvenil. Por isso, é essencial que as políticas de incentivo venham acompanhadas de formação crítica, apoio contínuo e protagonismo juvenil real.

Para onde estamos indo?

O surgimento de políticas específicas para o empreendedorismo jovem no digital aponta para uma virada no modelo de desenvolvimento regional: mais participativo, mais criativo e menos dependente de grandes indústrias.

A Fundação Muraki acredita que a transformação da Amazônia passa pela formação integral de seus jovens. O empreendedorismo digital, quando bem orientado, pode ser uma poderosa ferramenta de emancipação — pessoal, econômica e comunitária.

Afinal, quem melhor para pensar o futuro da floresta do que aqueles que a vivem todos os dias?

Em um mundo cada vez mais conectado, formar pessoas em competências digitais é uma das chaves para o desenvolvimento sustentável e inclusivo. É com essa missão que o Samsung Ocean, programa de capacitação tecnológica da Samsung, tem se destacado no Brasil — especialmente na região Norte, onde a oferta gratuita de conhecimento de ponta pode mudar vidas.

Criado em 2014, o Samsung Ocean oferece cursos, oficinas e laboratórios voltados à inovação e tecnologia, com foco em áreas como Inteligência Artificial, programação, Internet das Coisas (IoT), desenvolvimento de aplicativos, metaverso, wearables e empreendedorismo digital. As formações são gratuitas, abertas ao público e com emissão de certificados — tanto em formato presencial quanto remoto.


Por que o Samsung Ocean é importante para a Amazônia

A presença do Samsung Ocean na Amazônia, com sede física em Manaus (AM) e atuação em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), representa muito mais do que uma agenda educacional. O programa preenche uma lacuna histórica de acesso à tecnologia na região Norte e contribui para:

  • Formar mão de obra local para os mercados de inovação, reduzindo a desigualdade regional;
  • Fortalecer o ecossistema de tecnologia amazônico, com foco em soluções para desafios locais;
  • Estimular o empreendedorismo sustentável, por meio de startups e projetos incubados no Ocean Lab;
  • Empoderar jovens e adultos, oferecendo educação de qualidade e gratuita em temas de alta relevância no século XXI.

A atuação do Ocean reflete um compromisso com o futuro da Amazônia que vai além da floresta: trata-se de preparar pessoas para criar, inovar e liderar em um mundo digital — sem precisar sair de casa.


Ainda dá tempo: confira a agenda de cursos

Com esse propósito, o Samsung Ocean lançou sua agenda aberta de cursos e oficinas para julho de 2025, reunindo uma série de atividades práticas e interativas, todas gratuitas e com foco na aplicação do conhecimento e prática de tecnologias emergentes, muitos deles presenciais em Manaus.

Confira os destaques:

  • 21/07
    • Laboratório de IA conversacional aplicada ao contexto acadêmico
    • Laboratório de IoT em Cloud
    • Manufatura Aditiva – Parte 1 (presencial)
  • 22/07
    • Validação de Dados em Backend (presencial)
  • 23/07
    • Manufatura Aditiva – Parte 2 (presencial)
  • 24/07
    • Framework Scrum (presencial)
  • 25/07
    • Pitch – Manufatura Aditiva – Parte 3 (presencial)
  • 28/07
    • Laboratório de IoT com Raspberry Pi (presencial)
    • IA Generativa com Python – Parte 1
    • Programação para Iniciantes com Scratch – Parte 1 (presencial)
  • 29/07
    • Lean Canvas: Modelos de Negócios Inovadores (presencial)
    • Manufatura Aditiva para Saúde Digital – Parte 1 (presencial)
    • Criação de Jogos 3D com Unity – Parte 1 (presencial)
    • IA Generativa com Python – Parte 2
    • Programação com Scratch – Parte 2 (presencial)
  • 30/07
    • Assistente Virtual com Google Assistant
    • Startup Game Experience (presencial)
    • Modelos de IA com Orange e Python – Parte 1 (presencial)
    • Manufatura Aditiva para Saúde Digital – Parte 2 (presencial)
    • Unity 3D – Parte 2 (presencial)
    • Scratch – Parte 3 (presencial)
  • 31/07
    • Criação de Tokens ERC-20 (presencial)
    • Modelos de IA com Orange e Python – Parte 2 (presencial)
    • Unity 3D – Parte 3 (presencial)

A proposta de uma agenda aberta é justamente permitir que qualquer pessoa interessada, com ou sem experiência prévia, possa escolher os temas que mais se alinham aos seus interesses e se capacitar no seu próprio ritmo. Algumas atividades são realizadas de forma remota, com transmissão ao vivo, e outras de forma presencial, no campus da UEA em Manaus.


A Fundação Muraki apoia a formação tecnológica na Amazônia

A Fundação Muraki reconhece o Samsung Ocean como uma iniciativa estratégica para o desenvolvimento humano e social na região amazônica. Acreditamos que educação gratuita, acessível e de qualidade é essencial para gerar oportunidades reais para quem vive na floresta, nas cidades ribeirinhas e nos centros urbanos da região Norte.

Iniciativas como essa não apenas preparam pessoas para o futuro, mas também ajudam a construir soluções tecnológicas conectadas com o território, a biodiversidade e a diversidade cultural da Amazônia.


Como participar?

As inscrições para os cursos de julho estão abertas. Basta acessar:
www.oceanbrasil.com
Ou baixar o aplicativo Samsung Ocean, disponível gratuitamente na Play Store.