Nos primeiros dias de julho de 2025, Manaus recebeu uma comitiva de cerca de 30 empresas peruanas durante a Missão Comercial e Logística Peru–Brasil, organizada por instituições como o Ministério do Comércio Exterior e Turismo do Peru (Mincetur) e a Promperú. A ação marca uma nova fase de articulação econômica e logística entre os países da região amazônica.

As empresas participantes vieram de setores estratégicos — alimentos, vestuário, cosméticos, plásticos, materiais de construção e farmacêutica — e firmaram compromissos comerciais que superam US$ 1 milhão em negócios com empreendedores e empresas brasileiras. A escolha de Manaus como porta de entrada para essa integração não é por acaso: a cidade é sede da Zona Franca de Manaus (ZFM), e vem se consolidando como um polo logístico e produtivo estratégico para toda a Amazônia.

Além de acordos comerciais, foram discutidas novas possibilidades logísticas, como a conexão com o Porto de Chancay, no Peru, e o fortalecimento de corredores bioceânicos, que podem facilitar o acesso do Brasil aos mercados asiáticos.

E onde entramos nisso?

Para profissionais e estudantes da região, especialmente aqueles ligados à Fundação Muraki, essa movimentação econômica abre novas oportunidades — e também novas responsabilidades.

Como podemos nos preparar?

1. Desenvolvendo competências internacionais
Com a aproximação comercial entre Peru e Brasil, o domínio de idiomas como espanhol e inglês torna-se um diferencial. A fluência em comunicação intercultural será essencial para atuar em negociações, traduções técnicas e na construção de parcerias transfronteiriças.

2. Aprofundando o conhecimento sobre logística e comércio exterior
É hora de estudar mais sobre cadeias de suprimentos internacionais, legislação aduaneira, rotas intermodais (fluvial, aérea, ferroviária) e acordos comerciais bilaterais. Cursos técnicos e de curta duração na área de logística, gestão portuária e comércio exterior serão cada vez mais valorizados.

3. Valorizando a produção amazônica
Empresas peruanas vêm à região não apenas para vender, mas para comprar, investir e produzir. Isso significa que profissionais com conhecimento em recursos naturais, sustentabilidade, biotecnologia e produtos amazônicos terão espaço em projetos que valorizam a sociobiodiversidade da região.

4. Conectando inovação com tradição
Empreendedores criativos, que saibam alinhar inovação tecnológica com os saberes locais, poderão ocupar um lugar importante nessa nova fase. Seja com produtos amazônicos, turismo de base comunitária ou design sustentável, há um campo fértil a ser explorado com identidade regional.

Fundação Muraki: um espaço de formação para o futuro amazônico

A Fundação Muraki tem um papel fundamental na formação de profissionais preparados para esse novo cenário. Acreditamos que a Amazônia não é apenas um território a ser preservado, mas também um espaço de protagonismo, inteligência e negócios sustentáveis.

Por isso, incentivamos nossos alunos, professores e parceiros a ficarem atentos a essas mudanças e a se engajarem em projetos que conectem educação, desenvolvimento regional e inovação.


Quer saber mais sobre como se preparar para os novos desafios da Amazônia globalizada?
Acompanhe nossos cursos, eventos e publicações aqui no blog da Fundação Muraki.

* A imagem foi tirada do Wikipedia.