Desenvolvimento sustentável e qualificação profissional são destaque no Mês do Economista em Manaus
A capital amazonense recebe, ao longo de agosto, uma série de ações voltadas ao fortalecimento da economia regional, durante a programação especial do Mês do Economista. A iniciativa reuniu profissionais, estudantes e representantes de instituições públicas e privadas para debater os rumos da economia amazônica frente aos desafios contemporâneos, como a reforma tributária e as mudanças climáticas.
Com minicursos, palestras, oficinas e encontros regionais, a programação reforçou a importância de investimentos em capacitação técnica, planejamento estratégico e inovação para o desenvolvimento sustentável da Amazônia — pilares que também orientam o trabalho da Fundação Muraki há mais de duas décadas.
Um dos pontos altos da agenda foi o XIII Encontro das Entidades de Economistas da Amazônia Legal (ENAM), que teve como tema “Pacto Econômico com a Amazônia frente às mudanças climáticas: rumo à COP30”. O evento resultou na elaboração de uma carta-proposta com diretrizes econômicas sustentáveis para a região, evidenciando o papel estratégico da Amazônia no debate global sobre o clima.

Diálogo com a missão da Fundação Muraki
A Fundação Muraki atua diretamente na promoção da educação, inovação e qualificação de profissionais para o fortalecimento da economia regional. A Fundação também investe na estruturação de núcleos de inteligência e no suporte à pesquisa aplicada, com foco em soluções alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e às demandas reais da sociedade amazonense.
Eventos como o Mês do Economista evidenciam o quanto é necessário integrar formação técnica, políticas públicas e desenvolvimento sustentável — objetivos que fazem parte da trajetória da Fundação Muraki.
Caminhos, desafios e transformações na educação dos jovens amazonenses
O cenário do empreendedorismo entre os jovens do Amazonas está ganhando novos contornos. Em um estado marcado por contrastes sociais e desafios de infraestrutura, iniciativas voltadas ao empreendedorismo digital vêm oferecendo caminhos alternativos de futuro para milhares de jovens — especialmente os das periferias urbanas e comunidades ribeirinhas.
Com a recente aprovação de um projeto de lei na Assembleia Legislativa que visa fomentar o empreendedorismo digital entre jovens de 18 a 29 anos, o debate em torno do papel da juventude na transformação econômica da região se intensifica. A proposta prevê medidas como a criação de incubadoras digitais, acesso facilitado a crédito e cursos gratuitos em inovação, tecnologia e gestão. Trata-se de um passo importante — não por sua autoria política, mas por aquilo que representa: um reconhecimento institucional da potência criativa e transformadora da juventude amazônica.
Educação que forma, inspira e transforma
O olhar sobre o empreendedorismo também está mudando nas escolas e centros de formação técnica. A educação tradicional, baseada unicamente na preparação para o mercado de trabalho formal, começa a abrir espaço para uma pedagogia voltada à criação de soluções, ao uso consciente da tecnologia e ao estímulo à autonomia.
Instituições como o CETAM e a Fundação Matias Machline têm sido protagonistas nesse processo, oferecendo cursos técnicos e gratuitos com foco em áreas como informática, robótica, marketing digital e mecatrônica. Além disso, programas como o Desafio Liga Jovem, do Sebrae-AM, vêm incentivando estudantes a desenvolver ideias de impacto com viés social e tecnológico.
Ecossistema em construção
Embora distante dos grandes centros de inovação do país, o Amazonas começa a consolidar um ecossistema local de empreendedorismo digital. Iniciativas como o Samsung Ocean Manaus, o instituto Sidia e o programa Conect.AI têm promovido eventos, hackathons e mentorias com foco em jovens talentos da região. O objetivo é conectar educação, mercado e tecnologia de forma sustentável.
Casos como o de Netto Santos, jovem empreendedor de Manaus que criou a plataforma “Tchibum na Amazônia” para fomentar o turismo de base comunitária com uso de tecnologia, são exemplo vivo de como a juventude pode ser protagonista da mudança — aliando cultura local, inovação e impacto social.

Os desafios seguem presentes
Apesar dos avanços, os obstáculos são muitos. O acesso à internet de qualidade, a limitação de crédito, a falta de redes de apoio e a baixa cultura empreendedora ainda impedem que milhares de jovens consigam tirar suas ideias do papel. A concentração de recursos em regiões centrais de Manaus e a dificuldade de interiorização das políticas públicas também são gargalos importantes.
Além disso, o empreendedorismo, quando mal interpretado, pode ser vendido como uma “solução mágica” para problemas estruturais como o desemprego juvenil. Por isso, é essencial que as políticas de incentivo venham acompanhadas de formação crítica, apoio contínuo e protagonismo juvenil real.
Para onde estamos indo?
O surgimento de políticas específicas para o empreendedorismo jovem no digital aponta para uma virada no modelo de desenvolvimento regional: mais participativo, mais criativo e menos dependente de grandes indústrias.
A Fundação Muraki acredita que a transformação da Amazônia passa pela formação integral de seus jovens. O empreendedorismo digital, quando bem orientado, pode ser uma poderosa ferramenta de emancipação — pessoal, econômica e comunitária.
Afinal, quem melhor para pensar o futuro da floresta do que aqueles que a vivem todos os dias?
Em um mundo cada vez mais conectado, formar pessoas em competências digitais é uma das chaves para o desenvolvimento sustentável e inclusivo. É com essa missão que o Samsung Ocean, programa de capacitação tecnológica da Samsung, tem se destacado no Brasil — especialmente na região Norte, onde a oferta gratuita de conhecimento de ponta pode mudar vidas.
Criado em 2014, o Samsung Ocean oferece cursos, oficinas e laboratórios voltados à inovação e tecnologia, com foco em áreas como Inteligência Artificial, programação, Internet das Coisas (IoT), desenvolvimento de aplicativos, metaverso, wearables e empreendedorismo digital. As formações são gratuitas, abertas ao público e com emissão de certificados — tanto em formato presencial quanto remoto.
Por que o Samsung Ocean é importante para a Amazônia
A presença do Samsung Ocean na Amazônia, com sede física em Manaus (AM) e atuação em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), representa muito mais do que uma agenda educacional. O programa preenche uma lacuna histórica de acesso à tecnologia na região Norte e contribui para:
- Formar mão de obra local para os mercados de inovação, reduzindo a desigualdade regional;
- Fortalecer o ecossistema de tecnologia amazônico, com foco em soluções para desafios locais;
- Estimular o empreendedorismo sustentável, por meio de startups e projetos incubados no Ocean Lab;
- Empoderar jovens e adultos, oferecendo educação de qualidade e gratuita em temas de alta relevância no século XXI.
A atuação do Ocean reflete um compromisso com o futuro da Amazônia que vai além da floresta: trata-se de preparar pessoas para criar, inovar e liderar em um mundo digital — sem precisar sair de casa.
Ainda dá tempo: confira a agenda de cursos
Com esse propósito, o Samsung Ocean lançou sua agenda aberta de cursos e oficinas para julho de 2025, reunindo uma série de atividades práticas e interativas, todas gratuitas e com foco na aplicação do conhecimento e prática de tecnologias emergentes, muitos deles presenciais em Manaus.
Confira os destaques:
- 21/07
- Laboratório de IA conversacional aplicada ao contexto acadêmico
- Laboratório de IoT em Cloud
- Manufatura Aditiva – Parte 1 (presencial)
- 22/07
- Validação de Dados em Backend (presencial)
- 23/07
- Manufatura Aditiva – Parte 2 (presencial)
- 24/07
- Framework Scrum (presencial)
- 25/07
- Pitch – Manufatura Aditiva – Parte 3 (presencial)
- 28/07
- Laboratório de IoT com Raspberry Pi (presencial)
- IA Generativa com Python – Parte 1
- Programação para Iniciantes com Scratch – Parte 1 (presencial)
- 29/07
- Lean Canvas: Modelos de Negócios Inovadores (presencial)
- Manufatura Aditiva para Saúde Digital – Parte 1 (presencial)
- Criação de Jogos 3D com Unity – Parte 1 (presencial)
- IA Generativa com Python – Parte 2
- Programação com Scratch – Parte 2 (presencial)
- 30/07
- Assistente Virtual com Google Assistant
- Startup Game Experience (presencial)
- Modelos de IA com Orange e Python – Parte 1 (presencial)
- Manufatura Aditiva para Saúde Digital – Parte 2 (presencial)
- Unity 3D – Parte 2 (presencial)
- Scratch – Parte 3 (presencial)
- 31/07
- Criação de Tokens ERC-20 (presencial)
- Modelos de IA com Orange e Python – Parte 2 (presencial)
- Unity 3D – Parte 3 (presencial)
A proposta de uma agenda aberta é justamente permitir que qualquer pessoa interessada, com ou sem experiência prévia, possa escolher os temas que mais se alinham aos seus interesses e se capacitar no seu próprio ritmo. Algumas atividades são realizadas de forma remota, com transmissão ao vivo, e outras de forma presencial, no campus da UEA em Manaus.
A Fundação Muraki apoia a formação tecnológica na Amazônia
A Fundação Muraki reconhece o Samsung Ocean como uma iniciativa estratégica para o desenvolvimento humano e social na região amazônica. Acreditamos que educação gratuita, acessível e de qualidade é essencial para gerar oportunidades reais para quem vive na floresta, nas cidades ribeirinhas e nos centros urbanos da região Norte.
Iniciativas como essa não apenas preparam pessoas para o futuro, mas também ajudam a construir soluções tecnológicas conectadas com o território, a biodiversidade e a diversidade cultural da Amazônia.
Como participar?
As inscrições para os cursos de julho estão abertas. Basta acessar:
www.oceanbrasil.com
Ou baixar o aplicativo Samsung Ocean, disponível gratuitamente na Play Store.